Salvador deixa de ter IDMH 'muito baixo', mas áreas nobres concentram melhores condições

A avaliação de Salvador no levantamento do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mostrou que, apesar de ter apresentado melhora em todos os quesitos avaliados, a capital baiana mantém as desigualdades entre os bairros nobres e os periféricos. Segundo os dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nenhuma das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) do município ou de sua Região Metropolitana foram avaliadas com um índice "muito baixo" em 2010 - diferente de 2000, quando 14% eram apontadas com os mais baixos níveis de desenvolvimento. Além disso, o número de áreas com os índices "alto" (30%) e "muito alto" (32%), cresceu significativamente nos últimos dez anos - antes, eles representavam 21% e 12%, respectivamente.

relatório aponta, ainda, que houve uma diminuição da desigualdade entre as UDHs com melhores e piores índices, mas que os índices mais altos se concentram em regiões específicas. "Nota-se que grande parte das UDHs com valores mais altos de IDHM situam-se no município-sede da RM, assim como em sua faixa litorânea, enquanto a maior parte das UDHs que possuem os valores mais baixos de IDHM localiza-se no centro da RM", diz o texto. As menores faixas concentram-se nos municípios de Pojuca, Dias D'Avila, Candeias, Camaçari e Simões Filho. Em Salvador, em termos absolutos, a diferença entre o menor e o maior IDMH em 2000 era de 0,474, e passou para 0,381 em 2010. As regiões com a maior taxa foram os bairros Candeal, Cidade Jardim, Chapada do Rio Vermelho, Santa Cruz (Hospital Aliança) e Ondina. As com o menor índice são Ilha de Maré, Ilha dos Frades e Nova Constituinte.

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