Governo faz pressão contra relatório do Tribunal de Contas da União

A pressão do governo Dilma Rousseff contra o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que comprovou as chamadas "pedaladas fiscais" já começou. O objetivo do Palácio do Planalto é evitar a aprovação integral do texto da investigação, conduzida pelo ministro José Múcio, em que o TCU revela as manobras contábeis do Tesouro Nacional sobre os bancos, notadamente a Caixa. O relatório, antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo no domingo (11) documenta os atrasos nos repasses do Tesouro aos bancos e pede a convocação de 14 autoridades do governo para explicar os fatos em audiências. O ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União (AGU), afirmou ontem à reportagem que vai fundamentar a defesa do governo na tese de que os atrasos do Tesouro fazem parte da lógica dos contratos fechados entre a Caixa e o governo. "Não concordo com o entendimento da área técnica do TCU. São contratos de prestação de serviço, e não de crédito, entre a Caixa e o governo", disse. "O Tesouro faz repasses periódicos de recursos, baseados em estimativas. Às vezes, o repasse é maior do que a necessidade, às vezes é menor." O chefe da AGU, homem de confiança da presidente Dilma, foi direto: "A instituição financeira teve ganhos com a operação, porque os períodos de saldos positivos, onde o repasse do Tesouro foi superior à necessidade, compensam os períodos de saldos negativos (de atrasos). O que questionamos é que o TCU trabalhou meramente com os períodos negativos". Depois da revelação do relatório do TCU, o documento começou a circular nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, além de outros órgãos envolvidos, como o Banco Central e a Caixa. Na fase de investigação, já havia indicações de que o relatório seria duro com as pedaladas e seus autores.

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