Líder do governo não acredita que ajuste fiscal influencie votações

O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Henrique Fontana (PT-RS), defendeu os ajustes anunciados nesta semana pela equipe econômica do Executivo e disse não acreditar em influência desse pacote de medidas sobre as votações no Congresso, a partir de fevereiro. As declarações foram feitas em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (21) na Câmara. Quanto ao ajuste fiscal, com aumento de impostos, divulgado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na segunda-feira, o líder afirmou que as medidas estão de acordo com a política econômica da presidente Dilma de valorização de emprego e renda. Esse ajuste está sendo feito via decreto e pode aumentar a arrecadação do País em R$ 20 bilhões. Parlamentares da oposição, por outro lado, já manifestaram repúdio às ações do governo. Para o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), por exemplo, mais eficiente que elevar tributos seria o Planalto diminuir a máquina estatal. "Não podemos concordar com esse ‘pacote de maldades’, que recria e aumenta impostos. Dilma fez benesses com chapéu alheio e agora a conta está voltando muito mais salgada para o povo brasileiro pagar", declarou. Na coletiva, Fontana defendeu o complemento do ajuste por meio da aprovação das medidas provisórias (664 e 665, ambas de 2014) que tramitam no Congresso com alterações na concessão da pensão por morte e do seguro-desemprego, com previsão de economia de R$ 18 bilhões. As MPs também têm recebido críticas da oposição. Fontana manifestou ainda a expectativa de que a atual disputa pela presidência da Câmara (a eleição será realizada no dia 1º de fevereiro) não deixe sequela na base aliada. Entre os postulantes ao cargo estão dois governistas: Arlindo Chinaglia, do PT, e Eduardo Cunha, do PMDB.
(Fonte Bahia noticias)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BARRA DO ROCHA: HOMEM É ASSASSINADO À GOLPES DE FACÃO EM FAZENDA

'Um dos maiores da história', diz Petkovic sobre Júlio César

Vinícius faz golaço em empate do Real B, mas é expulso por simulação