OAS dá calote de US$ 16 milhões e gera reclassificação em ratings

O grupo OAS acabou tendo notas rebaixadas na Fitch Ratings após o anúncio de que não pagará os US$ 16 milhões de juros relacionados a títulos em dólar. Citada na Operação Lava-Jato, que investiga irregularidades na Petrobras, o anúncio atingiu três empresas do grupo, a OAS S/A, a Construtora OAS e a OAS Investimentos. Em 19 de novembro de 2014, a Ficht Ratings já havia colocado os ratings de todas as empresas do grupo em Observação Negativa. Com o calote, a companhia foi colocada nos chamados “trinta dias de cura”. O grupo decidiu proteger sua liquidez ao optar pelo não pagamento de obrigações financeiras de curto prazo. Com esta estratégia, pretende reter liquidez para financiar suas necessidades de capital de giro e sustentar sua atividade operacional em bases relativamente regulares. Ao mesmo tempo, terá o desafio de negociar prazos e condições de pagamento com credores, decisões que não são gerenciáveis pela companhia. Frustações nestas negociações podem levar a companhia a solicitar um pedido de recuperação judicial. A OAS anunciou a intenção de alienar parte de seu portfólio. A Fitch considera improvável que todos os credores aceitem renegociar suas dívidas. O controlador do grupo, Cesar Mata Pires, contratou consultoria para se desfazer do portfólio da empresa, com exceção da Construtora OAS.

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